Vencedor do Man Booker Prize (mais importante prêmio da literatura em língua inglesa) e nome cotado para o Prêmio Nobel de Literatura, o escritor irlandês John Banville é comparado pela crítica moderna a autores renomados como os também irlandeses Samuel Beckett e James Joyce, e o russo Vladimir Nabokov. Seu mais recente romance, Luz antiga, será publicado no Brasil pela Biblioteca Azul, selo editorial da editora Globo Livros, que também prepara nova edição do premiado O mar e dos dois outros romances que formam a trilogia com Luz Antiga: Eclipse e Shroud (ainda sem título definido em português). Banville, convidado da Festa Literária de Paraty (FLIP) deste ano, vem ao país para divulgar o novo livro em julho.


 


Luz antiga, seu décimo sétimo romance, conta a história do ator Alexander Cleave, cuja carreira parece seguir para o fim – assim como sua própria vida. Diante desse processo de decadência, Alex passa a viver de suas recordações, das memórias de seu primeiro amor – um relacionamento delicado com uma mulher bem mais velha do que ele, mãe de seu melhor amigo – e de sua filha, que tirou a própria vida após sofrer por anos de um mal muito próximo à esquizofrenia. Alex mostra ser um homem dilacerado por medos, ansiedades, rancores amargos, embora seja também capaz de tiradas brilhantes e dotado de um olho sensível à beleza do mundo, ou à sua ausência.


 


O romance é marcado pelos traços característicos do texto de Banville, cheios de jogos de linguagem e enredos complexos. Segundo o escritor argentino Rodrigo Frésan, amigo de Banville e motivador de Luz antiga (Frésan chega mesmo a aparecer de modo cifrado como personagem do romance): “lemos Banville para lembrar o que é ler afinal: ler Banville é descobrir que podemos falar o melhor dos idiomas”.

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